segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Eu Sou o que desejo Ser

EU SOU O QUE DESEJO SER

Eu aprendi em minha jornada terrena que tudo aquilo que sou é uma criação do que eu desejo ser. E não adianta dizer aqui que estava predeterminado por Deus, porque eu até acredito nisto de uma certa forma, mas sei que 90% do que sou foi eu quem escolheu ser.
Então, se eu escolho o que sou, se determino meu próprio destino, posso mudar TUDO o que quiser, e viver o melhor de mim AGORA.
Partindo deste princípio, decidi depois de muito tempo recolhida dentro de uma caixa de cimento que eu mesma criei, que já era hora de derrubar paredes. Percebi num certo momento da minha vida, que havia inúmeros aspectos de “pequenas tristezas” que eu julgava ser "uma coisinha à toa, que é normal, que todo mundo tem problemas, que a vida é assim mesmo" que eu ignorava e deixava num cantinho escuro da minha vida. Isto foi se avolumando, crescendo, crescendo e se tornou um muro, e eu me fechei num quadrado de cimento, de dor e sofrimento. Quando fechei com o último tijolinho este muro que não permitia mais que eu visse a luz, acreditei que minha vida tinha acabado, e um sentimento enorme de frustração e medo tomou conta de todo o meu ser. Eu sabia que precisava de ajuda, mas não sabia como pedir, eu tinha medo, e mais e mais me fechava no quartinho escuro, achando que ali estava protegida.
Ledo engano, assim eu me escondia das realidades, das verdadeiras razões de todo o meu sofrimento, e mascarava minhas frustrações.
As dores de minha alma, os buracos negros em minha aura eu plasmei no meu corpo físico, e senti com toda força, se transformar em dor física.
Todos os momentos que eu chorei e quis gritar de tanta dor, era minha alma que pedia socorro, mas eu não tinha coragem de gritar, eu nem sabia como lutar contra tudo o que eu sentia.
Eu sabia que estava em depressão, então, depois de muito pesquisar, descobri que minha doença física era FIBROMIALGIA. Chorei muito, porque neste momento eu compreendi a dimensão do estrago que fiz a mim mesma. Eu me permiti, eu mesma me destruí. Esta doença silenciosa e destrutiva, que aos poucos aprendi a entender e a aceitar que vinha de uma profunda tristeza e sentimento de frustração com relação a tudo o que existia em minha vida, as “pequenas coisinhas insignificantes” se transformaram em monstros imensos que sugavam toda a minha energia e vontade de viver.
Ao mesmo tempo em que sentia tudo isto, eu decidi vencer os monstros que eu mesma criei, e transformar tudo isto numa nova vida. Resolvi repaginar a minha história; resolvi recriar tudo aquilo que eu julgava imperfeito, e decidi ser EU MESMA, decidi recriar a perfeição de mim mesma. Se eu estou aqui para fazer o melhor que puder, então vou fazer o melhor que eu puder por mim mesma. Eu primeiro, os outros depois. Só assim eu poderia derrubar aquele muro em que me fechei.
Comecei a perceber e a mudar as “pequenas coisinhas insignificantes” da minha vida, e passei a olhar tudo o que dizia respeito a mim mesma, como o mais importante de tudo. O meu bem estar acima de tudo. Assim eu poderia renascer do meu próprio inferno.
Hoje posso dizer que renasci uns 80%. Porque os outros 10% eu sei que posso mudar, e tenho plena consciência que criei tudo isto por um longo período de tempo, e que preciso de mais um tempo extra comigo mesma para aparar as arestas, para crescer, e transformar minha vida na plenitude dos 100 %, só para estabilizar; porque eu quero o lucro, eu quero a fortuna, a prosperidade da minha própria existência, eu acredito que posso chegar ao meu melhor, aos meus 500 milhões de percentuais, na evolução da minha própria existência. Assim eu planto minhas próprias sementes.